Publicado por: Digimon 4Ever PT-PT 07 agosto 2012

5º Capítulo - Revelações

Após se dar o fenómeno da digievolução, os digimon recuperam as forças e regressam à luta! 
Serão eles capazes de vencer o malvado Tuskmon???



 






 












Após alguns segundos de luta, Tuskmon é derrotado, e acaba por se transformar em dados…



Len: Ma-ma-mas… Que aconteceu com ele? Nós ganhámos? Ele morreu? E que coisas são essas a flutuar no ar?

Agumon: Len, nós vencemos… Por isso, o Tuskmon… meio que desapareceu… morreu…

Lucy: Morreu?! Então isso quer dizer que nós podemos desaparecer para sempre se formos atingidos por algum destes ataques?!

Agumon: Não! Quer dizer, não sei…! Tal como nós dissemos anteriormente, estamos no Mundo Digital, logo…

Jim (interrompendo Agumon): Tudo o que supostamente morre, na realidade, transforma-se em números, ou seja, em dados, certo?

Agumon: Siimm… Mas, como sabes isso?

Jim: É simples! Tal como acontece num computador, nós podemos apagar qualquer ficheiro, que, na realidade, ele nunca se perde… Pode desaparecer do nosso computador, mas ele ainda anda por aí à solta… Logo, partindo do princípio que este mundo é semelhante a um computador, então deve acontecer o mesmo… Tal como disse Lavoisier: “Na natureza, nada se perde, tudo se transforma…”… Bem, aqui não é exactamente a natureza, mas a frase encaixa-se bem!

Agumon: Sim, tens toda a razão!

Mia: Mas então, se vocês não morrem, para onde vão, quando isto acontece?

Agumon: Quando nós morremos, somos devolvidos ao sítio onde nascemos, os chamados “Campo de Digiovos”… Vejam, cada digimon, nasce de um digiovo… Ao chocar o digiovo, nós ficamos na nossa forma bebé… A partir daí, vamos evoluindo, até ficarmos mais fortes!

Mia: Ah, entendi… Então, isso quer dizer, que ele voltou a ser um bebé e que, daqui a algum tempo pode voltar a atacar-nos?

Agumon: Talvez… Não é bem assim… Quando um digimon morre, ele volta à forma de digiovo… No entanto, ele não se lembra de nada do que aconteceu, na sua “vida passada”… Ou seja, com isto eu quero dizer, que se por acaso ele nos voltar a atacar, o que é bastante improvável, não será por nenhuma forma de vingança ou algo assim do género… Será completamente aleatório! O Tuskmon por si, é um digimon violento, por isso ele ataca tudo o que vê… Mas eu duvido que ele nos volte a atacar… É possível, mas é improvável…

Mia (confusa): Ah, estou esclarecida…

Katie: Bem, mas eu não! Vocês disseram que nós somos a salvação deste mundo certo?

Agumon: Certo!

Katie: Mas para isso, todos precisamos de um digimon, não é? Afinal de contas, simples humanos, não conseguem derrotar criaturas dessas! Porque é que apenas a Len e eu, não temos nenhum digimon?!

Agumon: Eu-eu, não sei bem… Nem todos os digimon aparecem na mesma altura… A profecia não é clara! Simplesmente diz que 8 crianças serão enviadas para nos salvar do desastre! Não diz quando terão o seu digimon… Mas estou confiante de que não faltará muito! Os vossos companheiros vão aparecer! Tenho a certeza!

Katie: Espero bem que sim!

Adam: Bem, se queremos mesmo encontra-los, então é melhor começarmos a andar, não?

Len: Vamos!

Kudamon: Bem, quero só relembrar-vos que nós por agora, estamos no Ground of Peace… O único local que ainda está a salvo… Mas, no entanto, mais uns 10 Km, e devemos sair desta área protegida…

Adam: Não te preocupes Kudamon! 10Km ainda dão para muita coisa!

Lucy: Tudo bem, mas Kudamon, acabaste de dizer que estamos numa zona de paz, mas se a memória não me falha, nós fomos à pouco atacados por um digimon muito violento, não é verdade?!

Kudamon: Sim, é verdade! Mas, por norma o Ground of Peace é uma zona pacífica… Mas às vezes acontece…

Lucy: Ta bem… Não me apetece é tar a discutir, se não tu ouvias! Vamos mas é embora, a ver se encontramos alguma coisa!


Após o aviso de Kudamon, as crianças continuam a sua jornada…E então…


Lucy: Mas afinal nós vamos onde?! Não sei se vocês repararam, mas não há nada nesta zona! Nem perto, nem longe!

Gomamon: Tens uma certa razão, mas não deve tardar a aparecer alguma coisa… Está é tudo bastante escondido, para que as “Tropas do Mal” não reparem… Mas, de qualquer forma, já andamos muito… Vamos sentar-nos aqui e descansar um pouco…

John: Tro-tro-tropas do mal…? Que é isso?!

Gomamon: As “Tropas do Mal”, são as tropas que semeiam o mal e a destruição aqui, no Mundo Digital…

Len: Sim, e já que puxaste o assunto… O que raio é que nos vai acontecer se por acaso dermos de cara com essas tais “Tropas do Mal”?

Gomamon: Bem…

Lopmon (interrompendo Gomamon): Deixa estar Gomamon, que desta trato eu!
Lopmon pisca o olho a Gomamon.
Primeiro de tudo, vocês precisam de saber que enquanto nos mantivermos no Ground of Peace, nós estamos seguros… Mas, no caso de sairmos deste recinto e encontrarmos as “Tropas do Mal”, seremos obrigados a lutar contra eles… Ou fazemos isso, ou então imploramos para que a nossa morte seja rápida! Eles não têm piedade! Eles matam e aniquilam tudo o que tiver um único pingo de vida! Até hoje ninguém sobreviveu…
Lopmon muda a cara para uma expressão de tristeza e deixa escapar uma lágrima, pelo seu olho esquerdo.
Nem mesmo os meus pais…

Labramon: Não é preciso falares disso, Lopmon…

Lopmon: Não, se nós vamos ser companheiros deles, então devemos revelar tudo uns aos outros!
Lopmon grita e começa a chorar…
Eles têm de saber!


Lucy aproxima-se de Lopmon e limpa-lhe as lágrimas com o dedo…


Lucy: Lopmon, querida, acalma-te… Ouve, por mais que doa, não podes deixar esses sentimentos presos dentro de ti… Tens de os soltar… Só assim poderás continuar a viver! Quando te apetecer chorar, chora, pois chorar não é nenhuma fraqueza, mas sim um sinal de que algo penetrou bem forte no teu coração! Se continuares a esconder esses sentimentos por muito tempo, a tua ferida só irá crescer… Não há nenhuma tecla “delete” que os possa apagar do teu coração, por isso a única forma de te livrares deles, é deixando-os sair… Acredita, eu sei do que falo… Não escondas esses sentimentos…  Quando for preciso soltá-los, solta! Eu estou aqui para ouvir!


Lopmon sorri e abraça Lucy…


Anna (comentando com Adam): Bem, quem diria que a bruxa irritadiça tinha um lado tão dócil…
Adam fica vidrado em Lucy e perdido em pensamentos…

Anna: Adam, Adam!

Adam (desperta do seu sonho): Si – sim, diz.

Anna: Com que então, não gostas dela hah? Estavas a pensar nela, não estavas?

Adam: Nã-não tens nada a ver com isso!

Anna: Sim, sim, diz o que quiseres! Não precisas de falar… Basta olhar para a tua cara que se percebe facilmente… Dá para ver tudo nos teus olhos! É claro como a água!

Adam (corando): Não sei do que falas!

Anna: Pois, pois! Tal como eu disse, dá para ver tudo nos teus olhos…


Anna pisca o olho a Adam, e deixa-o de volta perdido nos seus pensamentos…


Lopmon: Obrigada! És uma boa amiga… Mas, se me deixas perguntar, que é que se passou contigo? Só alguém que tivesse passado por uma coisa destas, conseguiria dizer o que tu disseste… Por isso, que se passou? 


Lucy (lembrando-se e contando a história): Quando eu tinha 7 anos, os meus pais foram assassinados… O assassino nunca foi descoberto… Eu era tão nova, tão inocente... 



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                                                 De repente, uma lágrima escorre-lhe pelo olho... 


Quando eles morreram, eu fechei-me… 

Lucy limpa a lágrima... 

Deixei de falar com todos os meus amigos… Afinal, o amigo de hoje, é o inimigo de amanhã... Não sabia em quem confiar... Eliminei tudo o que me relembrasse da minha infância... Toda a minha personalidade e aparência mudou...

    

Todo o tempo livro que eu tivesse, dedicava-me a procurar pistas sobre a morte dos meus pais… E agora, com 14 anos, eu tornei-me numa pessoa fria, resmungona e que não confia em ninguém… 

       

Tudo isto, porque continuei a procurar uma vingança que não tem fim! Não quero que te aconteça o mesmo!


Lopmon: Tu…, sofreste muito também…, mas e família? Não tinhas mais ninguém para além dos teus pais?

Lucy: Tenho o meu tio… Ele tomou conta de mim todos estes anos, mas eu mal o vi… Ele é um homem de negócios muito importante, e anda sempre a viajar, por isso, tudo o que eu passei, foi sozinha… Mas isso não me preocupou... Afinal de contas, a dor e a solidão, quando superadas, apenas nos tornam mais fortes... E eu já as superei à muito tempo... Mas a vingança, essa não posso deixar de lado! É a única forma de honrar os meus pais! Eu vou encontrar o assassino!

Lopmon: Eu entendo muito bem o que sentes, mas não podes continuar a procurar vingança! Vê aonde isso te levou!

Lucy: Talvez tenhas razão, mas é demasiado tarde para mim… Eu caí num buraco tão fundo e tão envolto em escuridão, que agora não há luz que me salve! Então eu desisiti de procurar por essa luz... Eu fechei os meus olhos à muito tempo! Os meus objetivos existem apenas na escuridão... Eu vou encontrar o assassino e vou vingar os meus pais! Afinal de contas, esse é o meu destino! Eu sou uma vingadora!


Lopmon: Não podes fazer isso! Só porque é o destino, ou só porque não pode ser mudado… Para de te lamentar por isso! Tu podes mudar o destino!

Lucy: Lopmon, esquece! Já ter falado contigo sobre isto, foi uma sorte! Nunca disse isto a ninguém e nunca imaginei conta-lo a ninguém, muito menos a uma criatura peluda com umas orelhas do tamanho dos meus braços! Eu vou conseguir a minha vingança! Não podes impedir-me! É inútil! Nunca desistir… Esta foi a escolha que eu tive de fazer!

Lopmon: Aí está outra vez…

Lucy: Aí está o quê?!

Lopmon: Tu, a Lucy fria e resmungona… A Lucy carinhosa desapareceu em segundos…

Lucy: Pois, habitua-te, pois esta é quem eu sou!

Lopmon: Não vale a pena insistir, pois não? Então, eu desisto…   
           
Lucy: É melhor, sim, Lopmon… Não tens hipóteses de me convencer… Afinal de contas, eu posso dizer que não estou triste, mas eu estaria mentindo. Acontece que o mundo não me permite ser criança para sempre, e eu não posso ficar chorando pelos cantos. Eu preciso desta vingança! A verdade, é que, se  não tens motivo para estar vivo, então é o mesmo que estar morto... E, neste momento, a única coisa, que me mantém viva, é esta sede de vingança... Para que esta tristeza, este vazio, desapareça, eu preciso de ter a minha vingança! Eu vou encontrá-lo e fazê-lo sofrer tanto que ele... 

Lopmon (entristecida, interrompendo Lucy): Pára. Por favor, pára! Não posso ouvir mais!

Lucy: Tudo bem, eu calo-me! Mas enfim, eu revelei o meu passado… Agora é a tua vez!

Lopmon: Sim, acho que é justo… Só queria que deixasses esses sentimentos de parte... Mas bem, não dá para te convencer do contrário, infelizmente... Adiante, é a minha vez... Como já sabes, os meus pais foram assassinados pelas “Tropas do Mal”… Agora vou contar-te como foi… Vivíamos numa pequena aldeia, junto com outros Lopmon e alguns Terriermon… A nossa aldeia era pacifica… Na nossa aldeia, existia um pequeno templo, onde, segundo a lenda, redigia o poder do “Ancient Lopmon”… A lenda dizia que o Ancient Lopmon, teria derrotado os inimigos que haviam invadido a aldeia, com apenas um ataque! Dizia-se que o Ancient Lopmon, era o mais poderoso Lopmon que já existira em todo o Mundo Digital! Muitos eram os que ambicionavam o seu poder… Em segredo, um dos Lopmon da aldeia começou a tentar aceder ao seu poder… Após várias tentativas sem sucesso, e prestes a desistir, um dos “Cavaleiros da Morte”, o DarkKnightmon, apareceu-lhe em casa… Os “Cavaleiros da Morte”, basicamente, são os que controlam as “Tropas do Mal”… Bem, voltando ao que interessa: após lhe aparecer em casa, este prometeu-lhe riquezas e um poder semelhante ao do Ancient Lopmon, caso ele se juntasse as tropas e traisse a sua aldeia… Cego pelo poder, o Lopmon, aceitou o pacto com o diabo! Após isso, tal como prometido, o Cavaleiro da Morte, DarkKnightmon, deu-lhe bastante poder, oferecendo-lhe o poder da digievolução negra! Este Lopmon, teve por isso uma digievolução diferente dos restantes Lopmon… No entanto, tal como havia sido dito, o poder dele era bastante! Controlando um pequeno exército de tropas do mal, cedido por DarkKinghtmon, este atacou a aldeia… Os digimon mais fortes da aldeia, tentaram protege-la deste monstro… Os meus pais lutaram e não sobreviveram… Eu, com medo, escondi-me… Quando saí do meu esconderijo, vi tudo à minha volta destruído… E, todos, tanto Lopmon como Terriermon, tudo morto! Incluindo os meus pais… Como aquela era a única aldeia de Lopmon e Terriermon de todo o Mundo Digital, eu sou a última Lopmon do Mundo… Junto comigo, sobreviveu apenas um Terriermon… Embora fosse um Terriermon, e estivesse num estado mais avançado que eu, ele era como um irmão para mim… Junto com ele, procurei mais sobreviventes… Vasculha-mos por todo o lado, mas nada! Só nós 2! Assim sendo, continuamos a nossa jornada… O Terriermon levou-me para a aldeia de Paomon/Labramon… Já que vivíamos bastante perto desta aldeia, tínhamos uma boa relação com eles… Lá, o Terriermon falou com os chefes da aldeia e pediu que cuidassem de mim… A família do Labramon aqui ao meu lado, acolheu-me, e eu e ele tornamo-nos inseparáveis! O Terriermon, disse-me que ali eu estaria segura e que seria bem cuidada e que, ele tinha uns assuntos a tratar e que por isso teria de viajar… Eu pedi-lhe para o acompanhar, mas ele disse que seria um viagem bastante perigosa e que teria de ir sozinho… Eu deixei-o ir, com a condição de que um dia voltasse… Ele prometeu que sim e partiu… Passaram-se 2 anos, e ainda não tive notícias dele… Mas acredito que ainda esteja vivo e que um dia o voltarei a ver!

Lucy: É esse o espírito! Com certeza vais voltar a vê-lo! 

Lucy (pensando): Pelo menos ainda há esperança no teu caso... No meu, não resta nada, para além de vingança... 

Lopmon: Eu também acredito que sim!


As 2 sorriem, e juntam-se ao resto do grupo…


Gomamon: Bem, pessoal, já deu para descansar, é melhor pormo-nos a andar, não?

Jim: Sim, tens razão. Vamos pessoal!



Após o seu descanso, e a revelação do passado de Lucy e Lopmon, as crianças continuam a sua jornada, em busca de novos aliados… 
Irão eles encontrar alguém? 
E quem será? 
Tudo será revelado no capítulo 6! 
Por isso já sabem, não percam o próximo capítulo de Digimon Digital Rescue!











 







CONTINUA....





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